24 de abril de 2014

Alex Cross #16: Eu, Alex Cross - James Patterson

• Autor: James Patterson
• Editora: Arqueiro
• Gênero: Suspense Policial
• Número de Páginas: 198 páginas*
• Número de Estrelas: 3 estrelas
• Skoob: Eu, Alex Cross
• Comprar: Cultura | Saraiva

"Eu, Alex Cross" é o segundo livro que leio do famosíssimo e mais bem premiado autor de suspense, James Patterson. Dei início na saga Alex Cross com "O Dia da Caça" e me surpreendi com o que li e muito mais com o que estava subentendido. Com esse não foi muito diferente. Apesar de eu não ter me concentrado totalmente no início da narrativa, o meio dela me conquistou e eu simplesmente não consegui largar o livro. A trama é bem roteiro de cinema, mas não deixa de agradar. Bom para qualquer um que queira entrar no mundo dos romances policiais.
Numa noite de festa, Alex Cross recebe uma notícia chocante. O detetive está comemorando seu aniversário quando atende a um telefonema informando que sua sobrinha, Caroline Cross, foi brutalmente assassinada. Ele jura que vai capturar o criminoso e logo descobre que Caroline estava envolvida com prostituição e não foi a única vítima. Garotas de um clube privativo desaparecem misteriosamente. Atrás de pistas do assassino, Alex e a namorada, a detetive Brianna Stone, vão a um lugar onde é possível realizar qualquer fantasia, desde que se conheçam as pessoas certas para entrar. É lá que um homem misterioso e de gosto excêntrico, autodenominado Zeus, sacia seus desejos. Alex e Bree percebem que terão que enfrentar figuras muito importantes, perigosas e bem protegidas, das mais altas esferas da sociedade. E uma coisa é certa - elas farão de tudo para manter seus segredos.
Na introdução eu falei que o livro parece um roteiro de filme, pelo simples fato de a história (e o desenrolar) que é mostrado aqui já ter sido mostrado em filmes, como também em séries. CSI: Investigação Criminal algumas vezes já abordou o tema prostituição de luxo, como também magnatas utilizando de seus serviços.
"Ela montou Liz, ambas nuas àquela altura, exceto pelas joias de aparência cara, seus vestidos pretos justos amontoados em pequenas pilhas no chão. Sasha estendeu a mão para o criado-mudo, abriu a gaveta e tirou lá de dentro um vibrador grosso, cor de creme. Ela o ergueu, balançando-o para que Benjamim Paintner pudesse vê-lo. Os olhos dele se arregalaram apropriadamente."
Perdoe-me pelo trecho acima, mas é à partir dele que vou explicar o erotismo e a prostituição abordada na obra. Já que o foco principal é a venda do corpo, vemos alguns trechos bem simbólicos de cenas de sexo, além de o linguajar mudar - passar para algo mais "das ruas" - quando quem está falando é um cafetão ou a própria acompanhante. As cenas de sexo não são detalhadíssimas, como em Cinquenta Tons de Cinza, tanto pelo fato de elas serem quase sempre contadas em terceira pessoa e também pelo fato de o livro não tratar só disso.

Além disso, algo que eu notei foi que o autor nos dá um inside no mundo da prostituição de luxo, mais exatamente. O que acontece lá dentro? Qual o fenótipo das garotas de programa? O que elas têm que fazer para/por/com seus clientes? Como são tratadas? Por que elas vão parar nesse mundo? São algumas das questões que o James Patterson aborda no início da obra.
A bala alojada em algum lugar na parte de baixo das suas costas tornava cada movimento e cada espiração uma agonia, causando mais dor do que Hannah jamais imaginara possível. Era apenas a ameaça de uma segunda bala ou talvez algo pior que a mantinha de pé e seguindo em frente.
A descrição desse e do outro livro da série Alex Cross que li possuem uma descrição muito sucinta. Não espere algo muito detalhado, mas espere por algo necessário. Em algumas momentos da obra temos uma descrição bem suave, mas em outras o autor faz análises emocionais profundas - quando a história é contada em primeira pessoa. Se você gosta de cenas mais detalhadas, talvez você não goste muito desse quesito.

Outra coisa muito legal e isso vale para todos os romances policiais bons que você pode ler é que o autor lhe jogar informações e cenas aleatórias, mas no decorrer da obra ele vai conectando cada pedaço, cada nome, cada ato de cada personagem num desfecho bem explicado e coerente com tudo que ele vem apresentando. Sem deixar nenhuma ponta solta.

Devo admitir que não gostei do desfecho do mistério. Foi algo completamente inesperado, diga-se de passagem, mas o modo como o autor finalizou o caso, foi fraco. E ainda mais o epílogo. Já que não li os anteriores da saga, fiquei um pouco perdido com a aparição de Kyle Craig.

Na caixa de informações, eu deixei um aviso À respeito do número de páginas. Isso se dá pelo fato de a história do livro acabar na página 198, mas ele ainda possuir algumas páginas de outros livros do James Patterson. Ainda falando sobre páginas, pode-se dizer que muitas desse livro poderiam ser dispensadas sem causar nenhuma alteração na história. Apesar do autor ter conseguido dosar bem o drama e o suspense, em alguns momentos fica algo muito enrolado e monótono.

O que me fez ter interesse a começar a ler a saga Alex Cross foi ter descoberto que o filme "A Sombra do Inimigo", dirigido por Rob Cohen e estrelado por Tyler Perry e Matthew Fox, é baseado em um livro da série. Fazendo algumas pesquisas para essa resenha, descobri que ele é um roteiro adaptado deste livro ao qual vos falo. Ao relembrar do enredo do filme e comprar com a história do livro eu pergunto: "mas o que foi que fizeram com esse roteiro?"

Eu não quero me estender muito falando sobre o filme, já que agora, eu posso fazer um post apenas criticando-o e comparando-o com o livro. Será bem mais viável, não?

2 comentários:

  1. Oiii
    Não foi só você que ficou perdido em relação a Kyle Craig, também fiquei.
    Como disse no comentário anterior, ficou muita coisa perdida nos primeiros livros da série.
    Um dia pretendo ler todos.

    Abraços,
    Coração Leitor

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    Respostas
    1. Meta pra vida: terminar a saga Alex Cross. Kkk

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